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Indo de OHRID para SKOPJE de busão

Naquela manhã com friozinho, acordamos por volta das 9 horas cheios de entusiasmo para mais um dia de aventura. Após um café da manhã rápido, finalizamos de arrumar nossas malas, garantindo que não deixássemos nada para trás.


Decidimos que a melhor forma de chegar à rodoviária seria caminhando. Era um trajeto de aproximadamente 20 minutos, e lá fomos nós, puxando nossas malas de rodinhas pelas ruas movimentadas. O sol começou a chegar e foi dando calor.


Ao chegarmos à rodoviária, nos deparamos com uma loja do lado de fora com um letreiro que dizia "bilheteria". Sem pensar duas vezes, compramos nossos bilhetes ali mesmo. Mais tarde descobrimos que dentro da própria rodoviária também havia pontos de venda, mas tudo bem, pelo menos garantimos nossos lugares.




Optamos por pagar em dinheiro, pois já tínhamos sacado algumas notas. No entanto, para nossa surpresa, descobrimos que eles também aceitavam cartão de crédito e nos custou 1700 dinares


Enquanto esperávamos o horário de embarque, João decidiu aproveitar uma das máquinas de café que encontramos pela rua. A cidade estava repleta dessas máquinas, tornando fácil satisfazer a vontade de uma dose de cafeína. Ele voltou satisfeito, antes de embarcar, e eu senti a necessidade de usar o banheiro na rodoviária. Para minha surpresa, era necessário pagar uma moeda de dez dinares macedônios para ter acesso. Infelizmente, eu só tinha notas, então precisei trocar o dinheiro na bilheteria, eles foram muito simpáticos e me ajudaram prontamente.


O banheiro era surpreendentemente limpo, o que era um alívio. Após essa breve pausa, precisamos pagar novamente para entrar na área de embarque, onde ficavam os ônibus coisa de 30 dinares e não precisamos pagar pelas malas, o que foi um alívio, considerando o tanto de bagagem que estávamos levando.


Foi nesse momento que nos demos conta de um grande inconveniente: havíamos esquecido as sacolas com as comidas no hotel. Ficamos extremamente bravos com nós mesmos, pois não tínhamos como voltar a tempo. Foi uma lição para nunca mais cometermos esse descuido.


Ao encontrar nossos assentos no ônibus, percebemos que eles estavam ocupados. Parecia que algumas pessoas não respeitavam as marcações. Conseguimos nos acomodar quase na última poltrona. Não era a posição mais confortável, mas estávamos dispostos a aproveitar a viagem mesmo assim.


Logo que o ônibus começou a se movimentar, notamos que ele estava bem sujo. Era evidente que não era um veículo novo, mas isso não nos impediu de nos animarmos com a jornada que estava por vir.


Durante o percurso, em um momento inesperado, fomos surpreendidos por uma parada do ônibus. Um policial subiu a bordo e começou a verificar os documentos de todos os passageiros. Era uma medida de rotina, mas ainda assim despertou uma certa tensão em nós.


Chegou a nossa vez, e o policial pegou nossos passaportes e saiu do ônibus. Ficamos aguardando com uma leve apreensão, imaginando o motivo da demora. O tempo parecia se arrastar enquanto esperávamos pelo retorno do oficial.


Finalmente, ele voltou a bordo, mas sua expressão facial denotava uma certa irritação. Com uma voz grave, ele nos informou que precisávamos de visto para prosseguir viagem. Ficamos perplexos, pois tínhamos pesquisado e sabíamos que não era necessário para a nossa nacionalidade.


Com paciência, explicamos nossa situação e mostramos as informações que tínhamos obtido, o policial analisou nossos passaportes mais uma vez e, após uma breve pausa, sua expressão se suavizou. Ele percebeu que estávamos corretos e que não havia a necessidade do visto.


Sentimos um alívio imenso, aquela situação nos fez refletir sobre como imprevistos podem surgir durante uma viagem, mesmo quando estamos preparados, no entanto, aprender a lidar com essas adversidades é parte da experiência, e é isso que torna cada momento único e memorável.


E assim, com um misto de emoções, o ônibus retomou sua rota,sabíamos que ainda havia muito a ser explorado, e estávamos determinados a aproveitar cada momento ao máximo, mesmo diante dos desafios que poderiam surgir pelo caminho.


Depois de uma maratona de ônibus, finalmente chegamos na capital, descemos com as malas, e a boa notícia é que todas elas sobreviveram à jornada sem nenhum arranhão, intactas como novinhas em folha. Agora era hora de se aventurar pelo interior da rodoviária e imagina só, encontramos uma lojinha ali no cantinho que vendia bebidas e comidinhas, foi um verdadeiro achado! 


Só que, peraí, cadê o banheiro? Procuramos para todos os lados e não encontramos nem sinal de um lugar para aliviar a bexiga. Acabamos desencanando e nos acomodamos nos bancos disponíveis, enquanto esperávamos o tal dono do apartamento que tínhamos alugado. A paciência era nossa melhor amiga naquele momento.


O nome era Mirian eu tinha certeza que era uma mulher, mas a surpresa estava por vir, depois de esperar uns bons trinta minutos, apareceu o tal Mirian... e era um homem! Pode acreditar, fiquei de queixo caído.


Com uma mistura de desconfiança e medo, eu preferi ficar lá no banco de trás, enquanto o João ficou no banco da frente, afinal, nunca é demais tomar precauções, né? E assim seguimos rumo ao apartamento, com aquela sensação de incerteza no ar. Era um misto de alívio por finalmente estarmos a caminho do nosso destino, mas também com aquele pensamento inquietante: por que diabos o dono do apartamento não era do jeito que a gente imaginava?


Bem, a cidade desconhecida nos aguardava, cheia de surpresas e desafios. Sabíamos que os primeiros momentos seriam decisivos para nos adaptarmos e superarmos qualquer insegurança. Afinal, a aventura estava apenas começando, e estávamos prontos para encarar tudo de cabeça erguida!


A história tá ficando cada vez mais maluca! O tal Mirian nos leva até uma delegacia, acreditam? Parece que rola uma burocracia doida pela Escopia, onde os donos de hotéis e casas têm que registrar os hóspedes. Eu já estava suando igual um taturana, e o cara resolve nos deixar dentro do carro sem ar condicionado enquanto ele dava um pulinho lá dentro.


Olha, eu não sou de ficar parada sofrendo, então tomei uma atitude radical: desci do carro. Com aquele calor infernal, não dava pra ficar ali derretendo. Se o Mirian ia demorar, que pelo menos eu pudesse respirar um pouco, né?


Passaram uns bons 15 minutos, e finalmente o Mirian voltou com nossos passaportes em mãos. Pelo jeito, tudo tinha sido resolvido na tal delegacia. Respiramos aliviados e voltamos para o carro, prontos para finalmente seguir rumo ao tão esperado apartamento que tínhamos alugado.


Nessa altura do campeonato, estávamos mais do que prontos para relaxar e curtir nosso cantinho temporário naquela cidade maluca. A aventura estava ficando cada vez mais intensa, mas essa é a graça de viajar, não é mesmo? Encarar o inesperado, superar os obstáculos e criar histórias para contar.


Enfim, lá fomos nós, com um sorriso no rosto e a certeza de que tudo se resolveria no final. Afinal, é assim que acontece nas melhores viagens, quando a gente aprende a lidar com o improvável e transforma cada desafio em uma oportunidade de crescimento. Seguimos em frente, prontos para desbravar cada pedacinho desse novo destino e aproveitar ao máximo cada momento dessa aventura incrível!